O Distrito Federal vai ampliar o modelo de Gestão Compartilhada a mais seis escolas

Publicado por Hermeto em

A união entre professores e policiais vem apresentando melhora na qualidade do ensino dos alunos. Diretores de outras escolas não contempladas pedem pela implantação do modelo nas instituições em que atuam

O modelo de Gestão Compartilhada das escolas públicas no Distrito Federal, aparece como uma resposta à crescente violência no ambiente estudantil, seja contra professores, servidores ou entre os próprios alunos. Segundo pesquisa realizada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) com 1.355 profissionais de várias regiões administrativas, 97,15% dos educadores da rede pública já presenciaram atos de violência dentro dos centros de ensino, entre eles, 57,98% foram vítimas da violência.*

O levantamento, realizado entre 2017 e 2018, escancara as mazelas da rede de ensino público no DF e reforça a sensação de insegurança provocada pela onda de violência que atinge a capital federal, onde 73% dos brasilienses sentem-se pouco ou nada seguros, segundo pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto FSB.

Implementado no início do governo Ibaneis, o modelo de Gestão Compartilhada entre a Secretarias de Educação e de Segurança Pública, trouxe bons resultados. O modelo foi implantado inicialmente em 4 escolas-piloto, todas elas estão atuando hoje com o número máximo de alunos e com filas longas de espera por vaga. Agora mais seis escolas irão adotar o modelo de gestão e o Núcleo Bandeirante poderá estar entre elas. Essas seis instituições vão iniciar os debates com a comunidade escolar. A ideia é discutir a novidade e submeter a implementação da medida a uma votação, assim como ocorreu nas unidades em que o modelo já funciona.

O deputado distrital Hermeto (MDB), cuja bandeira de mandato é a Segurança Pública, foi o maior defensor do projeto aqui no Distrito Federal. Visitou todas as escolas públicas que adotaram o modelo e promoveu uma Audiência Pública para debater o tema, no dia 19 de abril deste ano. “Nossos jovens precisam de educação e cuidado, mas também precisam ter disciplina, precisam disso para formar um bom caráter” afirmou o parlamentar.

Critérios de expansão do projeto

O pedido das instituições de ensino para conhecer o modelo e debater com a comunidade escolar não é uma garantia de que as escolas serão escolhidas para participar do projeto. De acordo com a Secretaria de Educação, serão avaliados critérios como a nota da instituição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a violência na região e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da localidade.

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