Agora é Lei | No DF, mulheres tem direito a tatuagem para cobrir cicatrizes

A Lei é de autoria do deputado Hermeto e tem o objetivo de amenizar o sofrimento de mulheres que passaram por traumas em cirurgias e agressões físicas

O deputado distrital Hermeto (MDB) é autor da Lei 6.905/2021, que dispõe sobre tatuagem reparadora em mulheres que passaram por traumas que deixaram cicatrizes na pele. Seja em razão de agressões físicas sofridas, ou por terem passado pela cirurgia de mastectomia, que consiste na retirada total ou parcial do seio deixando uma grande marca.

Sobre a situação de violência contra as mulheres, Hermeto relembra que “quando trabalhava como policial, atendi muitas mulheres que haviam sofrido violência por parte de seus cônjuges e na maioria das vezes se recusavam a representar contra o marido, é muito complicado”. De acordo com o deputado é importante pensar no sofrimento que essas mulheres passam e que ter uma forma de cobrir suas cicatrizes pode trazer mais auto estima e amor próprio.

Além de tatuagens comuns com desenhos diversos, há a possibilidade de restauração a partir da micropigmentação. A esteticista Mariana Oliver explica a importância do processo de reconstrução.

“Com os atuais avanços tecnológicos do ramo, já é possível realizar a total reconstrução da auréola mamária que, muitas das vezes, se encontra deformada justamente devido aos procedimentos provenientes da mastectomia e que são cruciais para a manutenção da saúde”, disse.

O serviço, com nome técnico micropigmentação paramédica, está incluso como serviço assistencial complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). A Lei também prevê a realização de convênios com tatuadores e outros profissionais de micropigmentação.

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